terça-feira, 20 de junho de 2017

Perguntaram a Rumi - poeta Sufi

Perguntaram a Jalal ad-Din Muhammad Rumi, mestre espiritual persa do século XIII:



Mestre o que é veneno?
– Qualquer coisa além do que precisamos é veneno. Pode ser poder, preguiça, comida, ego, ambição, medo, raiva, ou o que for.
O que é o medo?
– Não aceitação da incerteza. Se aceitamos a incerteza, ela se torna aventura.
E o que é a inveja?
– Não aceitação do bem no outro. Se aceitamos o bem, se torna inspiração.
E o que é raiva?– Não aceitação do que está além do nosso controle. Se aceitamos, se torna tolerância.
O que é ódio?
– Não aceitação das pessoas como elas são. Se aceitamos incondicionalmente, então se torna amor.

O que é maturidade espiritual?

1. É quando você para de tentar mudar os outros e se concentra em mudar a si mesmo.
2. É quando você aceita as pessoas como elas são.
3. É quando você entende que todos estão certos em sua própria perspectiva.
4. É quando você aprende a “deixar ir”.
5. É quando você é capaz de não ter “expectativas” em um relacionamento, e se doa pelo bem de se doar.
6. É quando você entende que o que você faz, você faz para a sua própria paz.
7. É quando você para de provar para o mundo, o quão inteligente você é.
8. É quando você não busca aprovação dos outros.
9. É quando você para de se comparar com os outros.
10. É quando você está em paz consigo mesmo.
11. Maturidade espiritual é quando você é capaz de distinguir entre ” precisar ” e “querer” e é capaz de deixar ir o seu querer.
E por último, mas mais significativo!
12. Você ganha maturidade espiritual quando você para de anexar “felicidade” em coisas materiais!”

Jalal ad-Din Muhammad Rumi - Poeta Sufi do séc. XII

 Fonte da Imagem

sábado, 28 de janeiro de 2017

Meditações de Marco Aurélio - Paciência

Paciência não é fácil mesmo, a meditação abaixo foi  escrita em 167 d.C. pelo então imperador romano Marco Aurélio  (Marcus Aurelius Antoninus Augustus), em um caderninho de  anotações pessoais que o imperador intitulava simplesmente como “Para Eu Mesmoe que  mais tarde esses pequenos escritos foram reunidos como memórias póstumas ganhando  o nome de:  Meditações, composto por 12 livros, doze pequenos textos, onde Marco Aurélio da dicas sobre o auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal fruto de sua experiência nos combates, nas lutas do dia a dia.  


Marco Aurélio depois dos anos, e das lutas e  batalha que enfrentou, se transformou num verdadeiro budista, como exemplo, segue  uma frase linda frase que demonstra isso:

 “a única maneira em que um homem pode ser dominado por outros é permitir que sua reação tome conta de si”.


LIVRO 2

1. Começa cada dia por dizer a ti próprio: Hoje vou deparar com a intromissão, a ingratidão, a  insolência, a deslealdade, a má-vontade e o egoísmo — todos devidos à ignorância por parte do ofensor sobre o que é o bem e o mal. Mas, pela minha parte, já há muito percebi a natureza do bem e a sua nobreza, a natureza do mal e a sua mesquinhez, e também a natureza do próprio culpado, que é meu irmão (não no sentido físico, mas como meu semelhante, igualmente dotado de razão e de uma parcela do divino); portanto nenhuma destas coisas me ofende, porque ninguém pode envolver-me naquilo que é degradante. Nem eu posso ficar zangado com o meu irmão ou entrar em conflito com ele; porque ele e eu nascemos para trabalhar juntos, como, de um homem, as duas mãos, os dois pés, as duas pálpebras ou os dentes de cima e de baixo. Criar dificuldades uns aos outros é contra as leis da Natureza — e o que é a irritação, ou a aversão, senão uma forma de criar dificuldades aos outros?

(Livro 2 copiado ipsis litteris.)

Um dia chego lá...enquanto não tenho esse domínio sobre mim...vida que seque...



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Leandro Karnal - Ramlet e o Facebook

Leandro Karnal e o facebook!! Pra quem não compreende as pessoas, que não são tão ligadas em redes sociais!! Amo esse cara!!



Café Filosófico ¨Hamlet de Shakespeare e o mundo como palco¨, Com Leandro Karnal

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Hermann Hesse para desorientados - A Natureza nos acolhe


Todo ser humano precisa retomar essa tranquilidade essencial, sair do mundo por alguns instantes e estar a sós consigo mesmo, confortado pela natureza. Também se pode entrar em contato com ela através do diálogo criativo. Por exemplo, por meio da jardinagem, uma atividade a que o próprio Hesse se entregou de corpo e alma durante boa parte da vida. A jardinagem é uma terapia muito poderosa para reduzir o estresse e a ansiedade. Em alguns centros de tratamento recomendam o cultivo da terra para pessoas com deficiência ou em processo de reabilitação.

Ao cuidar do jardim, detemos o pensamento enquanto nossa atenção é voltada para a vida que se desenvolve diante dos nossos olhos. Aprendemos sobre as plantas, entramos em comunhão com elas e assumimos seu ritmo, sem exigências nem expectativas.
Há estudos que indicam que o cuidado com as plantas eleva a autoestima, favorece  o relaxamento e, sem dúvida, ajuda a obter um tônus físico melhor, tanto pelo exercício suave como pelo fato de estar ao ar livre.

Por outro lado, cuidar de algo que não seja nós mesmos traz um grande benefício espiritual. Ajudamos a natureza a prosperar e de algum modo crescemos com ela, já que nos concentramos em um objetivo pequeno, concreto, onde a observação, e não a ação, é o mais importante.

As plantas têm o seu ritmo, e a pessoa que cuida delas aprende a respeitá-lo e a integrá-lo em sua vida. Há muito o que aprender com um jardim em crescimento, pois seu estado e os cuidados que lhe dispensamos são um reflexo de nosso jardim interior. Talvez a lição seja simples assim: quem é capaz de cuidar de seu jardim também pode cuidar de si mesmo.

Percy, Allan, 1968- Hermann Hesse para desorientados:  : Sextante, 2013. pag. 39.

O amor é silêncioso

Hoje acordei com essa frase na cabeça... escrevi  essa frase em tudo quanto é lugar, nos meus cadernos, livros, apostilas e inclusive na porta do banheiro já pichada do cursinho. Incrível como uma frase tão pequena, tão singela se apodera assim do nosso ser. Me sinto inundada de um Amor tão forte, que da vontade de fechar os olhos e somente ficar sentindo essa sensação. Como se fosse um transe.
Uma vontade de meditar, a sensação de plenitude  me sinto capaz de amar com um potencial que eu não sei descrever, de fazer alguém feliz, de viver intensamente, apaixonada a vida, independente do que os outros pensam, independente dos problemas e obstáculos, independente das dores do mundo...



sábado, 8 de agosto de 2015

XXIV Corrida do Advogado - Agosto de 2015

Foi pauleira porque eu não funciono direito pela manhã! De manhã pra mim é contemplação, é meditação, é reza, oração, alongamento, yoga, leitura...tudo menos corrida. Mas graças ao bom Deus... eu consegui completar a corrida CORRENDOOO...com a ajuda de dois Anjos da Guarda aqui na terra: Primeiro o  Daniel (ele é do bombeiro, se eu caísse dura ele me acudiria rsrsr) e o segundo Anjo o Dr. Elson  (de boné branco). GrazaDeus!! eu consegui fazer todo o percurso de 5 quilômetros em 35 minutos!! mais ou menos né?! pra quem só faz 6 quilômetros por semana!!  

Estou vencendo!!



Daniel e Eu

Dr. Elson e Eu

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O Silêncio dos Lobos

Pense em alguém que seja poderoso…
Essa pessoa briga e grita como uma galinha, 
ou olha e silencia, como um lobo?
Lobos não gritam.


Eles têm a aura de força e poder.
Observam em silêncio.
Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres,

respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, 

raramente se arrepende por magoar alguém com palavras 
ásperas e impensadas.
Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder 
sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.
Se você está em silêncio, olhando para o problema, 

mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, 

quem silencia mostra que já venceu, 
mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe.
Sorria.
Silencie.
Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.
Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.
Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a
(falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.

Não é verdade !

Você responde somente ao que quer responder e reage somente 

ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.
Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
Você pode escolher o silêncio.

Além disso, você não terá que se arrepender 

por coisas ditas em momentos impensados, 
como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

“Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio”.

Responda com o silêncio, quando for necessário.
Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.
Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa 

para não responder em alguns momentos.
Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.
E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

Texto de Aldo Aldo Novak